Pedalando pela Ciclo Ria | Blog do Zipi

O percurso tem quilômetros, numa estrada que sempre lá esteve, e faz parte da mobilidade da região. Mas desde a algum tempo que foi transformado num traçado misto que, pela sua planura, é cem por cento ciclável.



Se as bicicletas ganham um aceitável protagonismo, nada contraria as boas intenções que surjam para realizar o passeio a pé, ou mesmo de carro mas neste ultimo caso só se os mais pequenos ainda não consigam pedalar estes Quilômetros ao longo da Ria.

Preferencialmente a pé, ou de bicicleta - até porque são modos bem menos perturbadores do habitat natural que pretendemos visitar -, a única coisa obrigatória para tirar um melhor partido deste passeio é a paragem nas placas explicativas que existem ao longo do percurso, e que disponibilizam informações temáticas que muito enriquecem a jornada.



A Ria de Aveiro estende-se, pelo interior, paralelamente ao mar, numa distância de 47 km e com uma largura máxima de 11 km, no sentido Este-Oeste, desde Ovar até Mira

A Ria é o resultado do recuo do mar, com a formação de cordões litorais que, a partir do séc. XVI, formaram uma laguna que constitui um dos mais importantes e belos acidentes hidrográficos da costa portuguesa.

Abarca 11 000 hectares, dos quais 6 000 estão permanentemente alagados, desdobra-se em quatro importantes canais ramificados em esteiros que circundam um sem número de ilhas e ilhotes.

Nela desaguam o Vouga, o Antuã e o Boco, tendo como única comunicação com o mar um canal que corta o cordão litoral entre a Barra e S. Jacinto, permitindo o acesso ao Porto de Aveiro, de embarcações de grande calado.

Rica em peixes e aves aquáticas, possui grandes planos de água locais de eleição para a prática de todos os desportos náuticos.

Ainda que tenha vindo a perder, de ano para ano, a importância que já teve na economia aveirense, a produção de sal, utilizando técnicas milenares, é, ainda, uma das atividades tradicionais mais características de Aveiro, havendo, atualmente, dezenas de salinas em laboração.

Muito especialmente no Norte da Ria, os barcos moliceiros, embarcações únicas e de linhas perfeitas, ostentando polícromos e ingênuos painéis decorativos continuam a apanhar o moliço fertilizante de eleição, bem dentro dos mais exigentes e atuais parâmetros ecológicos, que transformou solos estéreis de areia em ubérrimos terrenos agrícolas.

Gaivotas, garças, cegonhas, maçaricos e pilritos, fuinhos dos juncos e borrelhos,morcegos e corujas, voce com certeza vai encontrar. Não é por acaso que a ria de Aveiro é Reserva Ecológica Nacional, e é internacionalmente reconhecida como Zona de Protecção Especial para as Aves na Rede Natura 2000.
Se não tiver conhecimentos aprofundados de Botânica e Biologia, as placas temáticas que foram colocadas ao longo do percurso tratarão de lhe dar as informações essenciais e lhe apontar os factos mais curiosos - às vezes eles estão debaixo do nosso nariz e não reparamos neles. Textos simples, bem ilustrados, e que permitem saber, por exemplo, que há mais de 40 embarcações diferentes que percorrem a ria.











O moliceiro é, justamente, um dos mais conhecidos, mas ao longo do percurso, e com as paragens nos cais da Bestida, da Mamaparda, e mesmo na Ribeira de Pardelhas (pertíssimo do centro da Murtosa), poderá conhecer e cruzar-se com muitas mais embarcações.

Um dos aspectos mais relevantes deste local lindíssimo é a possibilidade de ser todo ciclável e o coloca em estreita ligação com a população local, nos seus trabalhos agrícolas ou na sua atividade pesqueira (na apanha de crustáceos, bivalves ou da chamada "bicha" para a pesca).
Cada vez que for fazer o passeio, terá, com certeza, uma experiência diferente. E é por isso que vale a pena fazê-lo. Muitas vezes. Desde que conheci a CicloRia e foi apenas á duas semanas já o fiz 5 vezes. Mas sem alongar demais deixo aqui as fotos desses passeios.




































Fica o convite para um excelente passeio

José Carlos
Equipe Blog do Zipi

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